"...Costuma-se até dizer que não há cegueiras, mas cegos, quando a experiência dos tempos não tem feito outra coisa que dizer-nos que não há cegos, mas cegueiras..." José Saramago
5 de octubre de 2007
2 de octubre de 2007
...E Uma anedotazinha engraçada...
Um homem entrou no BCP, foi ao caixa e disse:"Eu quero abrir a porra duma conta, na merda deste banco, se faxavor!"A moça da caixa, estupefacta, perguntou:"O Sr. desculpe, mas acho que não ouvi bem o que disse? Não se importa, de repetir?""Bem, veja lá se ouve desta vez! Eu disse, que quero abrir a porra de uma conta, na merda deste banco! Demora muito?"Ela pediu licença, e foi contar a desagradável situação ao gerente, que concordou, que ela não era obrigada a ouvir tal palavreado. Dirigiu-se com ela ao balcão, e..."O Sr. importa-se de me dizer, o que se passa? Tem algum problema?""Não há merda, de problema nenhum! Eu, é que ganhei os 10 milhões de contos no Euromilhões, e quero abrir a porra duma conta, na merda deste banco!""Ah! Percebo perfeitamente... e esta p%t$a, está a complicar as coisas ao Senhor Doutor, não é verdade?"
9 de septiembre de 2007
4 de septiembre de 2007
Li uma vez em quaqleur lado que praa que o nsoso cébrero amissile infroamçao escirta, nao interssea a forma como estao escirtas as palarvas, mas sim que a priemira e úlitma lerta de cada palavra esetja coerrcta. Ahco que tem a ver com o siginifacdo que o cérerbo dá a cada objecto e a fomra como ele foi arqiuavdo no dicso rígido metnal. Este tetxo é a prvoa disso memso.3 de septiembre de 2007

O Benfica (subiu do 39.º para o 38.º lugar) mantém-se o clube português em melhor posição no «ranking» mundial da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS), seguido por FC Porto (de 71.º para 68º) e Sporting (caiu do 75.º para o 80.º). Sevilha bateu o recorde de liderança.
O emblema espanhol tornou-se o primeiro a liderar a classificação mundial durante 12 meses consecutivos, batendo o recorde da Roma, que em 1991 esteve no comando durante 11 meses. O Chelsea, de José Mourinho, e o Santos ocupam respectivamente o segundo e terceiro lugares. No que respeita aos outros clubes portugueses presentes no «ranking», o Sp. Braga está no 81.º lugar (era 79.º), o U. Leiria registou «salto» digno de registo, ocupando agora o 209.º posto (era 371.º), enquanto o Belenenses caiu da 224.ª para a 226.ª posição. Classificação dos 10 primeiros a 3 de Setembro
30 de agosto de 2007
O texto que se segue é nada mais nada menos que uma redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Nao sei bem o que devo pensar, justamente agora que estou fresquinho de o ler. Nao sei se a devo definir como uma alegoria à estupidez, uma metonimia à superficialidade criativa ou mesmo um clímace de chorrilhos indefinidos de pensamento brancos... É ler, para crer, ou nao crer...
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz
28 de agosto de 2007

18 de agosto de 2007
14 de agosto de 2007
Um destes dias estava eu nas minhas tarefas de limpeza da casa (que me toca de 15 em 15 dias) e posteriormente a limpar a casa de banho, o quarto e a sala, fui limpar a cozinha que fica sempre para o fim porque dá mais trabalho. Todos nós temos um pano no lava loiça. Há gente que usa panos comprados nas lojas dos chineses, há gente que usa panos XPTO cheios de truques e há ainda gente que usa restos de roupa velha, cuecas inclusivé. Mas pelo planeta e contra o aquecimento global (ou não...) cá em casa a gente usa panos ecológicos.
Se me perguntassem antes de que se tratava eu não saberia explicar, se me perguntarem agora, não tenho a minima ideia, mas que é algo importante...deve ser...
Continuando na limpeza, estava eu a tirar o merdum do fogão, do balcão, e todos os sítios onde há merdum na cozinha, com um magnífico, supra sumo e vermelho pano ecológico, que cheirava mal que se farta, aquele cheiro á merda toda que a gente limpa num mês na cozinha, que se impregna e não sai com nada. Eu que até sou bom rapaz, abri a torneira da água quente, enchi o lava loiças coloquei detergente e deixei o pano a marinar, a ver se o cheiro saía. Como há merda que já não sai de jeito nenhum, meti a merda do pano no lixo (que diga-se de passagem é onde pertencia) e coloquei no seu lugar um novinho em folha.
A coisa mais amorosa que têm as velhas como esta é a camada de base e laca que põem para parecerem que têm 20 anos e são um amor de pessoas...
Vai a velha e pergunta-me pelo pano da cozinha vermelho, ao que eu com a minha ingenuidade de moço de 24 anos respondi que foi para o lixo porque cheirava mal, e que pus um novo no seu lugar (para ela ver que até não sou desleixado com a casa). Escandalizada, xingou-me porque o pano era um pano ecológico, carissímo e que devia ferver com água para tirar o cheiro. Eu contra argumentei, para não ferir os sentimentos da velhinha e com delizadeza, que lamentava muito, que não sabia e que ela comprasse outro que eu lhe pagava o pano, e ponto, pus uma pedra no assunto.
Esta noite, passadas mais de duas semanas, liga-me a bruxa cá para casa a dizer que já comprou o pano...
Faço um apelo a toda a gente que lê este blog, quem se interessa por ecologia, quem tem alguma informação sobre alguma nova tecnologia que me está a escapar. Ajudem aqui o rapaz a descobrir o que realmente é um pano ecológico, onde se vende, quem os fabrica, algo que desvende o mistério de 22 eur, por uma merda de um pano...
Se estes panos são de espanha e os espanhois limpam a cozinha com notas de 20 eur, eu cá sou de Alfornelos e na minha terra luxo, luxo é limpar o cú com uma nota de 50...
5 de agosto de 2007
1 de agosto de 2007
...Uma musiquinha pra maxucar os coraçoes...
A título de curiosidade, hoje reparei que faz um mês que estas sao as coisas que mais digo todos os dias:
1-"Amanha vou-me deitar mais cedo"
2 - "Amanha nao vou ouvir Chico Buarque"
3-"Amanha é que vou limapr o meu quarto"
4-"Amanha tenho que fazer a cama de lavado"
5-"Com esta vida de cao, nao tenho tempo nem pra coçar os tomates"
27 de julio de 2007


26 de julio de 2007
Barcelona é quase uma Lisboa, só que com um pouco mais de catalães, mas mesmo assim tem espaço para tudo e é daquelas cidades que se recomenda viver. Eu como local domingueiro, tenho sempre momentos bonitos nesta cidade, tenho histórias e qdo tenha tempo escrevo sobre elas, por agora pra calar a Fifinha e essa gente impaciente do mesmo saco ficam aqui umas imagens de gente EstrellaDam.
4 de julio de 2007
Sabe bem saber que todas essas histórias que quero contar a todos os meus amigos (essas histórias banais) que me acompanham no dia-a-dia (este dia-a-dia sem fim) como de qualquer vida comum, chegam ao seu destino. Pouco me importaria que não as lessem, pouco me importa de facto, porque só vou deixar de escrever quando não fizer mais sentido. Nesta vida de descoberta, deixo assim sem jeito, de ter realmente uma pátria, porque mais que português ( e adoro o meu país) sou um cidadão do mundo, um defensor da humanidade. Aprendi a não desistir do que procuro, aprendi a virar-me sozinho, aprendi que a vida é muito mais bonita para lá do que conhecemos e nem com duas ou três vidas poderia ver tudo o que quero e ter as experiências que quero. Aqui em Espanha escrevo apenas um capítulo do meu livro de memórias. Se às vezes custa? Claro que sim, a quem não custa viver? Mas o que se recebe em troca apenas os que tiverem o bichinho cá dentro a coçar o compreenderão. Acho que por mais jovem que seja, já não tenho idade para certas e determinadas coisas, uma delas é olhar para o que poderia fazer e não faço. Tudo passa pela contínua busca da felicidade e eu toda a minha vida, fazendo asneiras ou não, tenho sido o gajo mais feliz do mundo, porque acredito no que faço e sei que sei ser feliz.
Obrigado a quem me segue nos meus destinos, como dizia o velhote, bem hajam...






