18 de octubre de 2009

A sra. Maitê Proença vem a Portugal pra fazer "brincadeirinha".



...Pois então, a senhorita depois vem a público dizer que é muito brincalhona, que brinca com o seu Presidente, que brinca com a tragédia, com a própria mãe e com a filha...




"...E ainda... não estava 'cuspindo em Portugal' como sugeriu um infeliz sem qualquer sentido de humor, estava imitando a fonte ao lado que vertia água pela boca, numa evidente brincadeira de criança. Eu amo Portugal!..."
Maitê Proença

Só o acto de cuspir e fazer disso piada, deixa muito a desejar. Eu pessoalmente acho uma vergonha que alguma figura pública com tal calibre, se digne a tão mediocre comportamento, quando a brincadeira e o humor são claramente necessários e aceitaveis pelos portugueses em geral, ainda mais num tempo de tristesa social como o que vivemos hoje em dia, mas com ponto e medida, de uma forma que não ponha em causa nenhum sentimento nacional e que não passe além de um bom momento de humor e umas boas gargalhadas. Depois não consquista o perdão de ninguém com o sumamente hipócrita pedido de desculpas, em que diz que o povo brasileiro é brincalhão, e que brincam com tudo, até com a propria mãe. Que não se misturem atitudes subjectivas com caracteristicas intrinsecas de um povo. O que a sra. Maitê fez foi uma vergonha para o povo brasileiro e para a suas raízes portuguesas, não teve piada e não se justifica com pedidos de desculpas, ainda mais alegando que os brasileiros são assim. Eu pessoalmente gosto muito do Brasil e tenho alguns amigos brasileiros e em nenhum deles revejo o triste comportamento da sra. Maitê. Quem gosta de algum país, ou pelo menos o respeita, não falta ao dito respeito nem aos simbolos nem à sua história, e encontra forma de fazer humor nas coisas futeis e desnecessárias que lhe trazem menos virtudes. Essa é a grande diferença entre fazer humor e contar piadas de mau gosto...

5 de octubre de 2009



Olhos novos! Olhos meus! Hoje mudei um pouco as circusntâncias e fiz a operação lasik.

18 de agosto de 2009

Km 27
Faz hoje 27 anos que me fiz à estrada desta vida! O que é engraçado nesta viagem é que seja qual for a estrada, partimos da mesma partida e chegamos na mesma chegada. Às vezes as nossas estradas vao-se cruzar, outras vezes andaremos sozinhos. Em algumas ocasioes encontramos gente que nos acompanha até ao final, outras vezes gente que apenas nos vai acompanhando. Mas o que importa mesmo é seguir caminhando, cuidando bem as nossas coisas, com o chinelo no pé, a guitarra nas costas e um sorriso nos labios, porque a paisagem é fabulosa e esta viagem só se faz uma vez

Boa viagem para todos!!!

19 de abril de 2009

Voltinha Pascual

De volta a Barcelona, ficam pra trás umas paisagens lindas e uns momentos bem passados. O melhor da viagem foram sem dúvida os Pintxos, o pior talvez as chuvadas que apanhamos em alguns dias. Até jazz!


Pedidondo informação a um senhor Vasco

As mininas em Pamplona
Dona Nice y sus flores
Jogando á apanhada com os touros

Mamãe e filhinha Moreira

Pintxos en San SEbastian

Mais Pintxos

Capitão do Mar

Sobre San Sebastian

idem mas desde baixo

Donosting
Toulouse

Bungalow algures no sul de França

Castelo de Carcassonne
Primeira comidinha da viagem em Carcassonne

12 de abril de 2009

Fomos dar a voltinha pascual, te jazzz!

28 de febrero de 2009



"...Marques Mendes – Novo Pensionista! Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva..."

Eu, não ando muito dentro do panorama político português, nem ando sinceramente muito interessado em Portugal nos ultimos dois anos. De facto acho que sinto uma certa tristeza e desilusão por ter nascido num país que apenas respeita os circulos superiores da sociedade, politicamente falando e que sejam sempre os mesmos a penar, por causa de decisões de certas e determinadas pessoas. Sei que pode chegar a ser contraditório (eu por vezes sinto-me dividido9 mas eu sou um português com sangue na guelra, sou um lisboeta aficcionado e adoro Portugal, que não hajam confusões. Neste momento, apenas me interessa a minha familia e os meus amigos, que estejam bem e que a vida lhes vá trazendo sorte, esprando que venham dias melhores.
Os que são pelo trabalho e da honestidade, vivem para o trabalho, porque o trabalho não dá para viver, os jornalistas estão corrompidos pela política, os mecanismos publicos são inertes, os sitemas básicos de atenção publica apenas existem e quem não tem dinheiro para pagar sofre as consequencias de não poder ser atendido humanamente, claramente os politicos bebados com a sede de egoismo, ganância. Esses vivem na sombra das sua falsa capacidade, apenas trabalham o desinteresse quando debilmente desempenham sua função na sociedade, na liderança e administração de um país, e o povo (que é sempre o mesmo) resigna-se à violência, num silêncio absurdo, num grito calado, tal e qual a fragilidade de uma mulher quando o marido lhe bate em casa. Fico absolutamente indignado com algumas coisas que vejo em mails que recebo (as quais tenho por vezes duvidas se são verdade ou não, mas porra alguém no meio disto tudo anda a encher o bolso) e tenho pena que nos jornais e nas noticias apenas explorem a parte triste do jornalismo, fazendo de noticias de faca e alguidar, o principal tema de exploração social.
Eu não me resigno. Portugal não vai ver um cêntimo dos meus impostos nem uma gota do meu suor enquanto não merecer a educação que os meus pais me pagaram e que suaram com o seu trabalho e dedicação. Enquanto os meus avós não forem atendidos como merecem ser nos hospitais e centros de saúde e não terem que pagar para viver no privado. Enquanto os meus filhos não tiverem uma educação sem ter que gastar o orçamento da sua liberdade em coisas a que têm direito. Acho que está tudo ao contrário, o mundo deu meia volta e pôs o cu virado para a gente. E o pior de isto tudo é que vemos este espectáculo, como quem vê um estranho entrando na nossa propria casa levando o que lhe dá na gana, porque vivemos num estado de direito, onde a democracia é a fachada de uma ditadura subtil, onde em vez de um ditador, existem várias dezenas. Mas como é uma democracia, o povo "decide". O povo "decide" nada. Se eu "decidir" ir á frutaria e tiver que comprar frutas, mas se só houver frutas podres, então que raio decido eu, à partida já me estão a dar merda para escolher, e qualquer fruta que compre já sei que está passada. Eu sei que estamos no século XXI, e que não há revoluções nem guerras civis nos países que se "chamam" de 1º mundo, mas isto sem uma revolta não vai a lado nenhum. Então que sejamos burros a vida toda, que vivamos como observadores para sempre, mas que nos calemos de uma vez por todas, porque não há coisa que doa mais que um povo ferido e magoado pelo silêncio das suas acções. Eu optei pela emigração e cada vez mais sei e tenho a certeza de que Espanha não é perfeita, mas aqui tenho uma vida muito melhor que em Portugal. E não é que não "roubem" (porque a merda é a mesma) mas aqui "roubam" menos e as pessoas vivem melhor. Estás a fazer uma revolução? Eu estou...


" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

Guerra Junqueiro
Jornalista, escritor e poeta Português

21 de febrero de 2009


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